Jorge de Mascarenhas


Information about the author

  • Full name: Jorge de Mascarenhas
  • Pseudonym(s): Marquês de Montalvão
  • Birth: 1570 - Portugal
  • Decease: 1652
  • Description: Fidalgo e político.

Source(s) of data

  • WIKIMEDIA FOUNDATION. Wikipédia: a enciclopédia livre. Conteúdo enciclopédico de autoria coletiva. Disponível em: https://www.wikipedia.org.
  • UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin Digital. Disponível em: http://www.brasiliana.usp.br/.
  • MORAES, Rubens Borba de. Bibliographia Brasiliana. Los Angeles: UCLA; Rio de Janeiro: Kosmos, 1983. 2 v.

Source: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_de_Mascarenhas

Jorge de Mascarenhas, 1º Conde de Castelo Novo e 1º marquês de Montalvão, foi um fidalgo e administrador colonial português. Foi governador de Mazagão (1615-1619), de Tânger (1622-1624) e do Algarve. Foi o primeiro governador-geral do Brasil a ter o título de vice-rei. Era igualmente comendador de São Salvador de Vila Cova, de Santo Estêvão de Aldrões, de Santiago de Torres Vedras, São João de Brito e de São Salvador do Neiva. Estando no ofício de Vedor da Fazenda da casa de El-Rei D. Filipe III de Portugal, foi presidente do Conselho Ultramarino, do Conselho de Estado e um dos ministros do Despacho. Como militar serviu em África, nas armada, sendo mestre de campo. Estando a governar o Reino do Algarve teve a patente de capitão general.No contexto da Dinastia Filipina, tendo caído em desgraça o conde da Torre (sucedido por uma Junta Governativa tríplice), Mascarenhas foi nomeado por Filipe IV de Espanha como 1º vice-rei do Brasil (1640). Este era um título honorífico, de carácter pessoal, e não somava autoridade. Segundo explica o escritor brasileiro Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro do século XVII», página 103, «só em 1714 foi o governo do Estado do Brasil elevado à categoria de vice-reino. Antes disso, porém, por circunstâncias especiais, excepcionalmente, tiveram dois governadores-gerais o título de vice-reis: o marquês de Montalvão em 1640 e o conde de Óbidos em 1648.» Desembarcou em Salvador, na capitania da Bahia, a 16 de abril de 1640, iniciando o seu governo a 26 de maio. Foi citado por Frei Caneca, no século XIX, que dele referiu: "Que exemplo mais imitável que o do marquês de Montalvão, na Bahia de Todos os Santos, que conhecendo, pela ação que perdeu contra os holandeses, lhe faltava a arte militar, entregou a campanha ao conde de Bagnoli, militando debaixo de suas ordens como soldado, alcançou a vitória?" (Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Coleção Formadores do Brasil, 1994. p. 362).Com a chegada à Bahia, pela Carta Régia de 15 de fevereiro de 1641, da notícia da Restauração da Independência de Portugal, o Vice-Rei reconheceu a autoridade de D. João IV (1640-1656) imediatamente, usando de cautela para não suscitar a hostilidade das tropas castelhanas alojadas nas fortalezas. Apenas quando o bispo, os funcionários, os mercadores e a população foram avisados, tornou-se possível aclamar o novo rei na Câmara e proceder a uma cerimónia religiosa na Sé. Montalvão «tratou de comunicar os acontecimentos aos governadores das capitanias». Para exprimir o júbilo do Estado do Brasil, Montalvão enviou, a 26 de fevereiro, uma caravela para Lisboa, com o seu filho D. Fernando Mascarenhas, e os jesuítas António Vieira e Simão de Vasconcelos. Desembarcaram em Abril em Peniche, mas o povo quis maltratá-los como agentes de Castela, dado que os dois irmãos de Fernando haviam há pouco fugido para Castela. A missão seguiu para Lisboa, mas havia o receio de que Montalvão se revoltasse com o apoio da guarnição castelhana da Bahia. As intrigas locais levaram a que, em 15 de agosto de 1641 o rei expedisse uma Carta Régia em que confirmava a patente de Salvador Correia de Sá e Benevides como governador da capitania do Rio de Janeiro, detendo e remetendo Montalvão para Lisboa, acusado de deslealdade pelo jesuíta Francisco de Vilhena. Por uma ironia do destino, como comenta Vivaldo Coaracy em «O Rio de Janeiro no século XVII», página 106, Salvador Correia de Sá e Benevides, o governador do Rio de Janeiro que «hesitara em aceitar a Restauração», conseguiu consolidar e manter a situação em que se achava», enquanto D. Jorge de Mascarenhas, que como vice-rei «se apressara em reconhecer o novo regímen e a cujas sábias providências se devia a aclamação realizada na Bahia, sem oposição das numerosas forças espanholas ali aquarteladas, era deposto e remetido preso para Lisboa sob acusação de deslealdade, pelas intrigas do referido jesuíta».

Title Genre Year
Annual production of the author
Literary genres of the author
Beginning year Ending year Description
1572 1572 Cultura: publicação de Os Lusíadas
1580 1580 Brasil Colônia: anexação de Portugal à Coroa Espanhola
1592 1610 Brasil Colônia: período do domínio francês no Maranhão
1640 1640 Portugal readquire sua autonomia com a Casa de Bragança
1624 1624 Brasil Colônia: primeira invasão holandesa
1637 1644 Brasil Colônia: permanência no Brasil do Príncipe Maurício de Nassau
1649 1649 Economia: estabelecimento da Companhia Geral do Comércio do Brasil
1640 1640 Fundação da Dinastia de Bragança
1616 1616 Ciência e religião: a Igreja Católica condena o livro de Copérnico que contém suas teorias astronômicas


Comments are the sole responsibility of the authors and do not represent the views of this repository. If you find something that violates the terms of use, report it by clicking the report button.

This document has not been commented yet, leave your comment by clicking on "Add comment"